Projeto Círculos de Leitura começa a ser realizado em Matão (SP)

 

A cidade de Matão (SP) receberá um novo projeto educacional, apoiado pelo Instituto Equipav através da Lei Rouanet, que ensinará aos jovens valiosas lições de convivência em grupo e pertencimento social através da leitura de clássicos. É projeto Círculos de Leitura.

O objetivo é a formação de agentes multiplicadores dentro das escolas, que vão ampliar o hábito da leitura reflexiva. Nas reuniões semanais, alunos serão aproximados das mais variadas formas de arte, entre elas a literatura, o teatro, o cinema, a música e, através delas, irão adquirir habilidades imprescindíveis, como a facilidade de comunicar-se em grupo, a conduta ética, o protagonismo juvenil e a solidariedade.

As escolas municipais escolhidas para receber o projeto foram as EMEFs “Benta Maria Ragassi Scuti” (com 75 alunos do 8º e 9º ano) e “Celso de Barros” (100 alunos do 8º e 9º ano).

Também foram definidas as datas de realização do Círculos de Leitura. Entre os dias 15 a 17 de maio, ocorreu a formação de professores e diretores. Entre os dias 24 a 26, ocorre a formação de multiplicadores.

 

Ler, discutir, transformar… este é o projeto Círculos de Leitura

A ideia é simples: reunir um grupo de jovens para debater um clássico da literatura. A execução é fantástica. Nas reuniões, os jovens discutem suas impressões, avaliam a obra e aprendem lições de pertencimento, sempre respeitando e absorvendo as ideias trocadas.

O projeto teve início em 2000, através do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, sempre realizado com grupos de até quinze alunos de escolas da rede pública. Nas reuniões, os alunos que mais se destacam, pelo talento, dedicação, ambição e potencial de liderança, tornam-se agentes multiplicadores, que podem ir até outras escolas para auxiliar outros encontros ou até mesmo chegar a chefiar seu próprio círculo.

Os benefícios dessa descoberta de grandes obras também se traduzem no desenvolvimento da capacidade de leitura, interpretação, debate e escrita. Ao mesmo tempo, ao se conectarem com as vidas dos personagens, os alunos aprendem a refletir sobre suas próprias condições de vida e resolver conflitos nas comunidades onde moram. Ou seja, tornam-se agentes de transformação do espaço em que vivem.

Hoje, presente em escolas da rede pública dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais, o projeto já beneficiou mais de 28 mil alunos.

 

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